Eu estava na janela contemplando
a manhã ensolarada que surgia e de repente tive uma percepção muito interessante sobre o
horizonte. Sei que todos nós sabemos que a Terra é redonda, não é isso que observei...
Acho que muitos já pararam para
observar o horizonte, mas quantos de vocês observaram como tudo se estabelece dentro de um circulo, as ruas
com suas curvas, os estádios, as praças, enfim muitas coisas.
Assim, também nós estamos dentro
de um círculo, círculo familiar, circulo de amizade, circulo profissional/escolar.
Talvez essa representação seja para simbolizar a existência de uma
comunicabilidade mais acessível entre os seres. É essa percepção que trago para nós.
Em cada curva vamos descobrindo
uma nova casa e vamos encontrando novas pessoas. Observamos que uma casa é parecida
com a nossa, a outra é bem diferente, e assim também ocorre com as pessoas que
vamos encontrando, com umas nos identificamos, com outras percebemos que são
totalmente diferentes de nós.
O ser humano por si só é social,
necessita se relacionar, desde que nasce não consegue sobreviver sem ajuda do
outro, primeiramente da mãe, e no decorrer de sua vida busca sempre alguém
para estar ao seu lado, seja irmão, amigo, namorado, amante...
Não podemos esquecer que por mais que desejamos ter alguém ao nosso
lado, precisamos sempre lembrar que somos indivíduos com sonhos, desejos, experiências
e histórias diferentes uns dos outros.
O que isso quer dizer? É que
necessitamos preservar e aprimorar nossa individualidade.
Jung diz que o processo de
diferenciação da consciência de um individuo para outro é a INDIVIDUAÇÃO, e a meta
da individuação é conhecer a si mesmo tão completamente quanto possível, ou seja,
desenvolver a Autoconsciência. Assim
como a semente cresce e se transforma em árvore, nós nos desenvolvemos para
chegar a uma individuação plenamente diferenciada, equilibrada e unificada.
O que quero dizer é que
precisamos preservar nossa individualidade. Talvez as curvas que contornamos e nos possibilita encontrarmos
o outro é para que enxerguemos através de cada ser uma parte de nós.
É através dessas representações que muitas vezes
conseguimos nos identificar, algumas vezes gostamos do que encontramos, em
outras não. Porém, estar aberto ao autoconhecimento é o caminho de nos integrarmos
com nosso ser essencial ou nossa essência divina.

Rose, é sempre uma delícia ler suas publicações e artigos. Concordo com o que você disse sobre o processo do auto conhecimento, que acredito ser o bem mais preciso do ser humano, e talvez o mais difícil de ser conquistado.
ResponderExcluirParabéns!!!
Com carinho,
Paty Florenzano
Olá Rose, muito legal, adorei.
ResponderExcluir"Filósofos como Platão, Spinoza, Freud e Moran fazem parte de uma tradição que vê o autoconhecimento como uma conquista ou realização que traz saúde e liberdade para a pessoa. Esse projeto ético tem suas raízes no dito do oráculo de Delfos que tanto influenciou Sócrates: Conhece-te a ti mesmo".
Como diz o prof. Gretz "o primeiro cliente somos nós mesmos". Se não tiver este cuidado, de si conhecer, ou melhor, ser mestre de si mesmo, jamais chegará a ser uma pessoa melhor.
Beijos e parabéns.
Mirian