Bem Vindo

Sinta-se em casa, que cada palavra aqui escrita seja uma suave brisa em seu coração.

segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

O ENCANTO NOSSO DE CADA DIA

"Ainda bem que o tempo passa! Já imaginou o desespero que tomaria conta de nós se tivéssemos que suportar uma segunda feira eterna?
A beleza de cada dia só existe porque não é duradoura. Tudo o que é belo não pode ser aprisionado, porque aprisionar a beleza é uma forma de desintegrar a sua essência. Dizem que havia uma menina que se maravilhava todas as manhãs com a presença de um pássaro encantado. Ele pousava em sua janela e a presenteava com um canto que não durava mais que cinco minutos. A beleza era tão intensa que o canto a alimentava pelo resto do dia. Certa vez, ela resolveu armar uma armadilha para o pássaro encantado. Quando ele chegou, ela o capturou e o deixou preso na gaiola para que pudesse ouvir por mais tempo o seu canto.
O grande problema é que a gaiola o entristeceu, e triste, deixou de cantar.
Foi então que a menina descobriu que, o canto do pássaro só existia, porque ele era livre. O encanto estava justamente no fato de não o possuir. Livre, ele conseguia derramar na janela do quarto, a parcela de encanto que seria necessário, para que a menina pudesse suportar a vida. O
encanto alivia a existência... Aprisionado, ela o possuia, mas não recebia dele o que ela considerava ser a sua maior riqueza: o canto!
Fico pensando que nem sempre sabemos recolher só encanto... Por vezes, insistimos em capturar o encantador, e então o matamos de tristeza.
Amar talvez seja isso: Ficar ao lado, mas sem possuir. Viver também.
Precisamos descobrir, que há um encanto nosso de cada dia que só poderá ser descoberto, à medida em que nos empenharmos em não reter a vida.
Viver é exercício de desprendimento. É aventura de deixar que o tempo leve o que é dele, e que fique só o necessário para continuarmos as novas descobertas.
Há uma beleza escondida nas passagens... Vida antiga que se desdobra em novidades. Coisas velhas que se revestem de frescor. Basta que retiremos os obstáculos da passagem. Deixar a vida seguir. Não há tristeza que mereça ser eterna. Nem felicidade. Talvez seja por isso que o verbo dividir nos ajude tanto no momento em que precisamos entender o sentimento da tristeza e da alegria. Eles só são suportáveis à medida em que os dividimos...
E enquanto dividimos, eles passam, assim como tudo precisa passar.
Não se prenda ao acontecimento que agora parece ser definitivo. O tempo está passando... Uma redenção está sendo nutrida nessa hora...




Abra os olhos. Há encantos escondidos por toda parte. Presta atenção. São miúdos, mas constantes. Olhe para a janela de sua vida e perceba o pássaro encantado na sua história. Escute o que ele canta, mas não caia na tentação de querê-lo o tempo todo só pra você. Ele só é encantado porque você não o possui. E nisto consiste a beleza desse instante: o tempo está passando, mas o encanto que você pode recolher será o suficiente para esperar até amanhã, quando o pássaro encantado, quando você menos imaginar, voltar a pousar na sua janela".  (Padre Fábio de Melo)

Fonte: Amar é viver (Facebook)

segunda-feira, 28 de novembro de 2011

Desejos

O que é o desejo?

Questão que podemos responder com outras questões: O que é o desejo de cada ser? O que é o desejo da mulher ou do homem? O que é o desejo do filho? O que é o desejo do pai? O que é o desejo da mãe?...

Desejo é sempre motivado por um impulso que pode estar ligado ao corpo, às emoções ou hábitos adquiridos. Por exemplo, quando estamos com sono, logo desejamos nossa cama, ou quando o corpo tem fome, ele pede algo que o nutra. Portanto, desejos são sentimentos primários ancestrais, biológicos, responsáveis por providenciar o atendimento às necessidades básicas dos sentimentos.

Os desejos nascem conosco e nos acompanham por toda vida, permitindo-se não apenas o prazer, mas a sobrevivência. Desejo é um norte à sobrevivência humana.

As crenças também costumam gerar desejos, por exemplo,  no final de ano... quantas coisas fazemos por pura crenças... (desejos), que às vezes nos levam a prejuízos que não paramos para refletir, pois nos deixamos mover pelos desejos (de ter).

E quando utilizamos nossos desejos obsessivamente, ou seja, quantas vezes vemos pessoas se desdobrarem e se humilharem, terem comportamentos dissociados da realidade para “conseguirem” determinada pessoa ou coisa, que Freud classificava como objeto de desejo.

Quando nos entregamos aos nossos desejos, muitas vezes, perdemos a noção de até onde podemos ou devemos ir. Não paramos para refletir nas consequências de nossas atitudes, principalmente, quando nosso desejo for dirigido para alguém.
Muitas vezes nossos desejos reduz o outro a um papel limitativo, pois queremos submetê-lo ao nosso desejo. Não é porque desejamos alguém ou alguma coisa que necessariamente obteremos reciprocidade ou realmente aquilo é para nós.


Com muito carinho sempre recordo uma conversa com um amigo que dizia: “Se algo se apresenta em seu caminho sem que tenha procurado, presta atenção porque a vida está lhe trazendo algo especial. Agora, se desejar algo e encontrar dificuldades para adquiri-la por pelo menos três vezes, não insista, pois não é o momento ou não é para você”.

Podemos aplicar isso como, por exemplo, ao desejo de um novo emprego ou uma promoção, ou um novo romance, uma troca de automóvel e tantas outras coisas.
Deixo essa mensagem para que possam refletir sobre seus desejos e procurar sempre adequá-los as suas necessidades com as possiblidades de obtê-los.

Agradeço a amiga Mirian Franconeti que me inspirou neste texto.

quarta-feira, 23 de novembro de 2011

Os círculos de nossas vidas

Eu estava na janela contemplando a manhã ensolarada que surgia e de repente tive uma percepção muito interessante sobre o horizonte.   Sei que todos nós sabemos  que a Terra é redonda, não é isso que observei...

Acho que muitos já pararam para observar o horizonte, mas quantos de vocês observaram como tudo  se estabelece dentro de um circulo, as ruas com suas curvas, os estádios, as praças, enfim muitas coisas.   
Assim, também nós estamos dentro de um círculo, círculo familiar, circulo de amizade, circulo profissional/escolar. Talvez essa representação seja para simbolizar a existência de uma comunicabilidade mais acessível entre os seres.  É essa percepção que trago para nós.

Em cada curva vamos descobrindo uma nova casa e vamos encontrando novas pessoas. Observamos que uma casa é parecida com a nossa, a outra é bem diferente, e assim também ocorre com as pessoas que vamos encontrando, com umas nos identificamos, com outras percebemos que são totalmente  diferentes de nós.
O ser humano por si só é social, necessita se relacionar, desde que nasce não consegue sobreviver sem ajuda do outro, primeiramente da mãe, e no decorrer de sua vida busca sempre  alguém  para estar ao seu lado, seja irmão, amigo, namorado, amante...
Não podemos esquecer  que por mais que desejamos ter alguém ao nosso lado, precisamos sempre lembrar que somos indivíduos com sonhos, desejos, experiências e histórias diferentes uns dos outros.
O que isso quer dizer? É que necessitamos preservar e aprimorar nossa individualidade.

Jung diz que o processo de diferenciação da consciência de um individuo para outro é a INDIVIDUAÇÃO, e a meta da individuação é conhecer a si mesmo tão completamente quanto possível, ou seja,  desenvolver a Autoconsciência. Assim como a semente cresce e se transforma em árvore, nós nos desenvolvemos para chegar a uma individuação plenamente diferenciada, equilibrada e unificada.
O que quero dizer é que precisamos preservar nossa individualidade.  Talvez as curvas que contornamos e nos possibilita encontrarmos o outro é para que enxerguemos através de cada ser uma parte de nós.

É através dessas representações que muitas vezes conseguimos nos identificar, algumas vezes gostamos do que encontramos, em outras não. Porém, estar aberto ao autoconhecimento é o caminho de nos integrarmos com nosso ser essencial ou nossa essência divina.

quarta-feira, 9 de novembro de 2011

Amor ou carência - qual a minha opção?

 
 Não tenho a pretensão de me tornar escritora, apenas refletir sobre alguns pensamentos meus e de pessoas que cruzam ou cruzaram pelo meu caminho.
  O que fazer com aquele sentimento que muitas vezes não sabemos de onde vem:  que algo está sempre faltado dentro de nós? O que é esse algo???? Esse vazio que as vezes nos consome e sempre buscamos no outro para preencher.... é o que chamamos de carência.
Então a falta de se ter um amor nos faz infeliz!!
 Sabemos que temos que ser felizes primeiro conosco, para depois dividir esse sentimento com alguém. Não podemos colocar nos ombros alheio a responsabilidade de nossa felicidade.
  O que é esse sentimento que nos dá a vida, que nos ilumina e nos faz seguir sempre em frente com determinação?

 Que sentimento é esse que alimenta nossa  alma, que faz pulsar o sangue dentro de nós, fazendo nos desdobrar para fazer tudo pelo mundo?
Sempre pensamos em mudar esperando uma nova oportunidade para melhor....
Sair da “mesmice” é arriscar o que já se conseguiu de “segurança”, vale a pena troca a seguridade que supostamente temos pelo desconhecido?
É melhor permanecer no que já se conhece e domina, do que se aventurar no desconhecido?? Porém, se não ousarmos geramos ansiedade e se ousarmos também geramos ansiedade, mas com a possibilidade de mudança.... É preciso coragem para sairmos da "zona de conforto" em que nos colocamos, principalmente se essa zona de conforto é o de "coitadinha de mim, ninguém me ama...." 
Então por que não buscarmos esse sentimento tão desejado, sonhado e idealizado que sempre queremos ter????
Buscar o amor, o amor pela vida que construimos, o amor pelas conquistas que desfrutamos, pela familia, pelos amigos .... pelo namorado, pelo ficante, pelo marido, pelo amante, pelo diferente..., mas principalmente e essencialmente por nós mesmos, sem aquele peiguismo de que "eu sou o melhor" - mas "eu me amo como sou e sei que posso melhorar em tudo".
O amor está dentro de nós... precisamos apenas deixá-lo germinar.
Amor - sentimento que nos conecta com o mundo.

terça-feira, 8 de novembro de 2011

Com quem convivo

Convivo com pessoas diferentes de mim, de essencia única. Cada ser, cada criatura é única na sua essência. Conviver é aprender a reverênciar o outro... É aprender a respeitar as diferenças.... É entender o que o outro é. Uma das sabedorias da convivência é aprender a ver e ser visto através do outro. É descobrir no outro as minhas contribuições... "Ocupar um lugar no mundo é ocupar um lugar na vida do outro". (Safra)