Bem Vindo

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segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

A insatisfação nossa de cada dia

Estar insatisfeito com a própria vida é um sentimento que a maioria de nós experimenta ou já experimentou em algum momento. A insatisfação pode ter raízes muito mais profundas e geralmente está relacionada a emoções como a frustração, a mágoa ou uma autoconfiança frágil.

Muitas vezes a projetamos em situações exteriores de nossa vida – dificuldade financeira ou a não realização afetiva - e deixamos de olhar com profundidade para nosso interior, e ai descobrirmos qual a sua origem. Consequentemente criamos um padrão mental de reclamações e queixas que fortalece ainda mais o ressentimento e a infelicidade com a própria vida.

A insatisfação causa irritabilidade, que por sua vez, pode causar revolta, desanimo, apatia, ressentimentos, etc... e nos levar a atitudes agressivas.

Por exemplo, estou muito descontente com meu emprego, acordo sem vontade de ir trabalhar, estou desanimado, já fico de mau humor só de pensar que tenho que ir trabalhar, mas vou levando e nem sonho em mudar profissionalmente, porque para mim tudo é difícil, ou sonho demais, idealizo, mas não concretizo nada.

De repente alguém diz que conseguiu o emprego de seus sonhos, ai, vem o pior... Por que ele e não eu? O que ele tem que eu não tenho? Por que Deus só olha para ele?

E por que isso ocorre???

Porque muitas vezes estamos “dormindo” na nossa existência,  não damos a devida atenção aos acontecimentos, as nossas emoções, as necessidades que temos emocional, mental, física  e principalmente espiritual.
“A autodepreciação é fator preponderante para  a infelicidade pessoal e para o relacionamento com outras pessoas, em razão do desrespeito a si mesmo. Quem se subestima, supervaloriza  os outros, fazendo confrontos entre si e os demais de forma inadequada...”.

E ai queremos mudar de trabalho, viajar, acabar com casamento, mudar os relacionamentos sociais.... E na verdade, o problema não esta nos outros, mas enraizado em nós. Porque nossa autoimagem incorreta, muitas vezes feita de autopiedade ou com autopunição, tornando nossa visão defeituosa que altera a visão do mundo e das outras pessoas.
Talvez a mudança de emprego, alterar a vida conjugal e social possam contribuir para um despertamento interior, que é muito difícil. Há necessidade de coragem para modificar-se, despir-se e se olhar de frente para perceber as qualidades e defeitos que todos temos.

Em qualquer lugar que estivermos nosso universo interior estará conosco, podemos mudar de emprego, mas se não houver uma mudança de perspectiva, de valores, iremos enfrentar os mesmos problemas em pouco tempo.

A insatisfação é irmã gêmea do tédio, se temos uma vida sem muitas atividades que nos dê prazer, nos entregamos totalmente a ociosidade, não buscamos atividades edificantes para preencher nossos momentos; criando, muitas vezes, campo propicio para a insatisfação, porque não  teremos desafios que nos anime as mudanças.

Joanna de Ângelis escreve que ao ignorarmos nossas inesgotáveis possibilidades que a vida nos oferece e a coragem de nos olharmos com profundidade contribui para a insatisfação, não colocamos nosso olhar na possibilidade de conquista de novas oportunidades, achamos que tudo está feito e terminado, nos entregando ao fatalismo que gera desmotivação para novas conquistas.
Como podemos mudar esse estado emocional???

Aceitando as situações, isso que quer dizer que somos coniventes com tal coisa, mas que não nos rebelando teremos mais condições internas (mental/emocional) de refletir sobre nossos incômodos e buscar, com um olhar ampliado, as possibilidades de outras oportunidades de mudança.
No decorrer da existência nos condicionamos ao comodismo, desesperança, insatisfação..., e nos adaptamos ao habitual, ou seja, nos automatizamos. Enquanto nossa mente permanecer entorpecida não conseguiremos identificar a  finalidade existencial. Livrar-nos de todos os resíduos de negativismo e  antagonismo, iniciando um novo ciclo de experiências de equilíbrio.

Portanto, precisaremos saturar nossa mente com novos pensamentos de otimismo, esperança, desejos de conquista, da luz do amor, do perdão, do bem. A medida que ampliamos o campo mental, mais facilmente adquirimos novas aquisições psíquicas, que irá nos ajudar a nos livrarmos das cargas negativas.

O autoamor e o reconhecimento de nossas capacidades positivas  são os melhores caminhos para vencermos a insatisfação, para sairmos da mesmice em que estamos para conquistarmos novos caminhos de êxitos.

Sempre procurar a plenitude espiritual, não importando o rotulo religioso, porque a comunhão com o Arquiteto do Universo e que habita dentro de cada um, com certeza teremos mais confiança e determinação de continuarmos em constante mudança para melhor.


Fonte: Livro: Autodescobrimento, espirito Joanna de Ângelis, psicografado por Divaldo Franco, p. 119.

terça-feira, 3 de janeiro de 2012

A ARTE DE OUVIR

"Onde quer que te encontres, de uma ou de outra forma, despertarás o interesse de alguém. Algumas pessoas poderão arrolar-te como antipático e até buscarão hostilizar-te. Outras se interessarão por saber quem és e o que fazes. Inúmeras, no entanto, te falarão, intentando um relacionamento fraterno. Cada qual sintonizará contigo dentro do campo emocional em que estagia.
Como há carência de amigos e abundância de problemas, as criaturas andam à cata de quem as ouça, ansiando por encontrar compreensão. Em razão disso, todos falam, às vezes, simultaneamente.
Concede, a quem chega, a honra de o ouvir. Não te apresses em cumulá-lo de informações, talvez desinteressantes para ele. Silencia e ouve. Não aparentes saber tudo, estar por dentro de todos os acontecimentos.
Nada mais desagradável e descortês do que a pessoa que toma a palavra de outrem e conclui-lhe a narração, nem sempre corretamente.
Sê gentil, facultando que o ansioso sintonize com a tua cordialidade e descarregue a tensão, o sofrimento...
No momento próprio, fala com naturalidade, sem a falsa postura de intocável ou sem problema.
A arte de ouvir é também a ciência de ajudar".
Autora espiritual: Joanna de Angelis
Médium psicógrafo: Divaldo P. Franco
Livro: "Episódios Diários"