Muitas vezes a projetamos em situações exteriores de nossa vida – dificuldade financeira ou a não realização afetiva - e deixamos de olhar com profundidade para nosso interior, e ai descobrirmos qual a sua origem. Consequentemente criamos um padrão mental de reclamações e queixas que fortalece ainda mais o ressentimento e a infelicidade com a própria vida.
A insatisfação causa irritabilidade, que por sua vez, pode causar revolta, desanimo, apatia, ressentimentos, etc... e nos levar a atitudes agressivas.
Por exemplo, estou muito descontente com meu emprego, acordo sem vontade de ir trabalhar, estou desanimado, já fico de mau humor só de pensar que tenho que ir trabalhar, mas vou levando e nem sonho em mudar profissionalmente, porque para mim tudo é difícil, ou sonho demais, idealizo, mas não concretizo nada.
De repente alguém diz que conseguiu o emprego de seus sonhos, ai, vem o pior... Por que ele e não eu? O que ele tem que eu não tenho? Por que Deus só olha para ele?
E por que isso ocorre???
Porque muitas vezes estamos “dormindo” na nossa existência, não damos a devida atenção aos
acontecimentos, as nossas emoções, as necessidades que temos emocional, mental,
física e principalmente espiritual.
“A autodepreciação é fator preponderante para a infelicidade pessoal e para o
relacionamento com outras pessoas, em razão do desrespeito a si mesmo. Quem se
subestima, supervaloriza os outros,
fazendo confrontos entre si e os demais de forma inadequada...”.
E ai queremos mudar de trabalho, viajar, acabar com
casamento, mudar os relacionamentos sociais.... E na verdade, o problema não
esta nos outros, mas enraizado em nós. Porque nossa autoimagem incorreta,
muitas vezes feita de autopiedade ou com autopunição, tornando nossa visão
defeituosa que altera a visão do mundo e das outras pessoas.
Talvez a mudança de emprego, alterar a vida
conjugal e social possam contribuir para um despertamento interior, que é muito
difícil. Há necessidade de coragem para modificar-se, despir-se e se olhar de
frente para perceber as qualidades e defeitos que todos temos.
Em qualquer lugar que estivermos nosso universo
interior estará conosco, podemos mudar de emprego, mas se não houver uma
mudança de perspectiva, de valores, iremos enfrentar os mesmos problemas em
pouco tempo.
Joanna de Ângelis escreve que ao ignorarmos nossas
inesgotáveis possibilidades que a vida nos oferece e a coragem de nos olharmos
com profundidade contribui para a insatisfação, não colocamos nosso olhar na
possibilidade de conquista de novas oportunidades, achamos que tudo está feito
e terminado, nos entregando ao fatalismo que gera desmotivação para novas
conquistas.
Como podemos mudar esse estado emocional???
Aceitando as situações, isso que quer dizer que somos
coniventes com tal coisa, mas que não nos rebelando teremos mais condições
internas (mental/emocional) de refletir sobre nossos incômodos e buscar, com um
olhar ampliado, as possibilidades de outras oportunidades de mudança.
No decorrer da existência nos condicionamos ao
comodismo, desesperança, insatisfação..., e nos adaptamos ao habitual, ou seja,
nos automatizamos. Enquanto nossa mente permanecer entorpecida não conseguiremos
identificar a finalidade existencial. Livrar-nos
de todos os resíduos de negativismo e antagonismo,
iniciando um novo ciclo de experiências de equilíbrio.
Portanto, precisaremos saturar nossa mente com
novos pensamentos de otimismo, esperança, desejos de conquista, da luz do amor,
do perdão, do bem. A medida que ampliamos o campo mental, mais facilmente
adquirimos novas aquisições psíquicas, que irá nos ajudar a nos livrarmos das
cargas negativas.
Sempre procurar a plenitude espiritual, não importando o rotulo religioso, porque a comunhão com o Arquiteto do Universo e que habita dentro de cada um, com certeza teremos mais confiança e determinação de continuarmos em constante mudança para melhor.
Fonte: Livro: Autodescobrimento, espirito Joanna de Ângelis, psicografado por Divaldo Franco,
p. 119.

